quinta-feira, 6 de maio de 2010

Uma carta pra quem se foi

Ame-o ou deixe-o! Na minha opinião essa era a frase perfeita pra você. Muitos gostavam, poucos não. E com você era assim: gostou de mim, ótimo! Se não gostou, tem quem goste.
E um belo dia fomos apresentados e nos identificamos tanto, mas tanto, que nos tornamos bons e "velhos" amigos. Era como se eu te conhecesse da vida toda.
Hoje, não tenho nenhum arrependimento do tipo: "podia ter falado isso, podia ter feito aquilo..." Graças à Deus quando você ainda estava aqui, eu tive a oportunidade de te dizer o quanto era importante pra mim, o quanto você me fazia rir com as frases que só você dizia, o quanto a gente se dava bem.
Deus me deu a chance de conhecer um cara como você, e a honra de torná-lo, pra mim, um grande amigo. Obrigada pelo tempo que você esteve aqui.
Realmente, ainda está difícil de acreditar que, quando eu voltar, você não vai estar mais aí. É difícil de acreditar que seu deboche constante não vai mais ter o poder de tirar as pessoas do sério. É meu amigo, é difícil... vai ser difícil sem você por perto.
Espero que você descanse em paz, e tenha encontrado gente muito legal desse lado. Gente BOA como você! Um dia a gente se encontra outra vez.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Mais antigos que o silêncio, como assim Vinicius?

segunda-feira, 28 de julho de 2008

TEMPO

Era o tempo da mudança
O tempo da saída
O tempo desses tantos versos.

Era o tempo de ver
O tempo de outra maneira
E eu não sabia
Que era o tempo do coração.

Era o tempo
De cada coisa ao seu tempo.

E nesses tempos eu andava
Sempre curta de tempo
E nunca encontrava tempo em lugar nenhum.

Cabe dizer que é tempo
De resgatar
Os velhos tempos.

Mesmo que não sei mais
Que para dizer
Que de tempo em tempo
Nos convém recordar:
Que todo tempo passado é pior.
Estava deixando-me estar
Escutando o tempo cair
Nesses relógios de areia.

Olhando um instante partir
E outro chegar
Pensando em você
Teu amor que vem e que vai
Seguindo as estações.

Teu amor que é causa e efeito dos meus versos
A vida cabe em cada respirar
Em cada abrir e fechar
Trata-se de distinguir
O que vale e o que não vale a pena.

E a mim vale com que me dê
Pouco mais que nada
A mim me basta com tuas miradas.
Em mudança constante
Tudo se move e deixa de ser
O que era antes.

Histórias cruzadas
Cada qual no seu próprio xadrez
Sua própria jogada
Na mudança constante
Nunca houve antes
Não haverá depois
Tão só durante.

Quem quer ser eterno?
Quem quer estar girando para sempre olhando seu umbigo?
Intuo apenas algo em relação a você
E tudo o demais
Está na sombra do meu pensamento.

Te olho e penso
Te olho e digo:
“Quem dera fosses
De onde haverá saído?”

Eu quero você todo
E tenho muito claro
Que não vou te entender
Mas que em parte
Me importa muito mais
Te ver vibrar assim,
do que te decifrar.

Te vejo e quero
Que você me veja
Seja lá quem sejas
Quem quer que sejas.

Tão pouco tua
Que agora sou eu
E nunca fui
Tão de ninguém.
Para te contar eu escrevo
Quero que você saiba
O quanto me faz bem

Quero você de mil modos
Te quero sobre tudo
Você me faz bem

Basta ver o reflexo dos seus olhos nos meus
Como se leva o frio
Para entender
Que o coração não mente
Que afortunadamente
Você me faz bem.